Friday, December 7 2007

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Brazil-U.S. Forum

Date: Monday, June 23 2008
Location: Fecomércio, Rua Dr. Plinio Barreto, 285 - São Paulo
Time: 7:45 am - 1:15 pm
The Center for Hemispheric Policy, University of Miami, is cosponsoring a conference with Fecomercio in São Paulo: on Monday, June 23

Moderator of the Event: Mário Marconini, President, Fecomercio’s Council of International Relations & ManattJones Marconini Global Strategies

7:45 am Registration & Continental Breakfast

8:15 am Remarks by Donna E. Shalala, President, University of Miami

8:30 am Opening Speakers:
Ambassador Clifford Sobel, U.S. Ambassador to Brazil
Josué Gomes, President, Coteminas; Co-Chairman of the Brazil-U.S. CEO Forum

9:00 am Prospects for the U.S. Economy and its Implications for Brazil and the World

Fabio Akira Hashizume, Chief Economist, JP Morgan Brazil
Antonio Delfim Neto, Professor Emeritus FEA-USP; Former Minister of Planning and agriculture, Brazil
Thomas Trebat, Executive Director, Institute for Latin American Studies, Columbia University, Former Director at Citigroup

Q & A Session

10:15 am Coffee Break

10:30 am Energy, Agriculture and the Environment: The Brazil-U.S. Syndrome

Roberto Giannetti da Fonseca, Director, FIESP; President, Ethanol Trading
Marcos S. Jank, President, the Sugar-Cane Industry Union (UNICA)
Henri Philippe Reichstul, CEO, Brenco; Former President, Petrobras
Roger Tissot, Independent Energy Consultant; Visiting Energy Fellow, Institute of the Americas, La Jolla, California

Q & A Session

12:00 pm The U.S. Presidential Election: New Strategies for Brazil

Susan Kaufman Purcell, Director, Center for Hemispheric Policy, University of Miami
Paulo Sotero, Director, Brazil Institute, Woodrow Wilson Center for International
Scholars, Washington, D.C.; Former Washington Bureau correspondent, O Estado de S. Paulo
Edward Schumacher-Matos, Ombudsman, The Miami Herald & Robert F. Kennedy Visiting
Professor, David Rockefeller Center for Latin American Studies, Harvard University

Q & A Session

1:15 pm Conference Concludes

 

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1º. Simpósio Internacional Diálogos Brasil - Estados Unidos

Date: Monday, June 30 2008
Location: Av. Profº. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, Prédio de Filosofia e Ciências Sociais, Sala 8, São Paulo, SP
Harvard Professor of Anthropology and of African and African American Studies, J. Lorand Matory, is a speaker, in São Paulo, at the:

1º. Simpósio Internacional Diálogos Brasil - Estados Unidos:
Estudos antropológicos e processos de produção de diferença: etnicidade, raça, sexualidade, gênero, idade

Prédio de Filosofia e Ciências Sociais, Sala 8
Av. Profº. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária

Transmissão on-line:
http://iptv.usp.br/

Apoio:
FAPESP
USP - Departamento de Antropologia; FFLCH; Pró-Reitoria de Pós-Graduação

 Sessão de Abertura Oficial

30/6 18:30 hs

Chefe de Departamento: Sylvia Caiuby Novaes
Coordenadora da Pós-Graduação: Paula Montero
Homenagem aos Decanos do Departamento de Antropologia da USP: Eunice Ribeiro Durham, João Batista Borges Pereira e Kabengele Munanga
Comissão Organizadora: Júlio Assis Simões, Lilia Schwarcz, Vagner Gonçalves da Silva (Universidade de São Paulo), James Green (Brown University)

Mesas Redondas

30/6 - 9:00 às 13:000 hs

1/7 - 9:00 às 13:000 hs

2/7 - 9:00 às 13:000 hs

Idade, experiências e gerações

Coordenador: Júlio Assis Simões (USP)

James Green
(Brown University)

Mônica Schpun
(École des Hautes Études en Sciences Sociales)

João Biehl
(Princeton University)

Debatedora: Guita Debert (UNICAMP)

 

Sexualidade

Coordenador: James Green (Brown University)

Paul Amar
(University of California)

Benjamin Junge
(SUNY/New Paltz)

Maria Filomena Gregori(UNICAMP)

Debatedor: Sergio Carrara (UERJ)

Diáspora e Construção Identitárias

Coordenadora: Laura Moutinho (USP)

Matthew Gutmann
(Brown University)

Roger Sansi
(University of London)

Omar Ribeiro Thomaz(UNICAMP)

Debatedor: Luis Nicolau Parés (UFBA)

30/6 – 14:00 às 18:000 hs

1/7 - 14:00 às 18:000 hs

2/7 - 14:00 às 18:000 hs

Etnicidades e Migrações

Coordenadora: Lilia Schwarcz (USP)

Maxine Margolis
(University of Florida)

Jeffrey Lesser
(Emory University)

Wilson Trajano
(UnB)

Debatedor: Peter Fry (UFRJ)

Etnicidade e Religião

Coordenador: Vagner Gonçalves da Silva (USP)

John Collins
(CUNY)

J Lorand Matory
(Harvard University)

Márcia Contins
(UERJ)

Debatedora: Maria Lucia Montes (USP)

Estéticas de gênero, raça e sexualidade

Coordenadora: Heloisa Buarque (USP)

Derek Pardue
(Washington University)

Jerry Dávila
(University of North Carolina at Charlotte)

Esther Hamburguer
(USP)

Debatedora: Sylvia Caiuby Novaes (USP)

 

Este evento é aberto ao público. Não é necessário inscrição.

Informações

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Vida exemplar de uma intelectual

Date: Sunday, July 6 2008
Mestra de várias gerações de intelectuais, Ruth Cardoso uniu em sua obra pesquisa e solidariedade

Lilia Moritz Schwarcz

Sábado à tarde, quatro dias antes de vir a falecer, Ruth Cardoso podia ser encontrada na cama do hospital onde fora internada para se submeter a um cateterismo, lendo um livro chamado A Infiel: a autobiografia de Ayaan Hirsi Ali, refugiada da Somália que faria carreira como deputada na Holanda. Quem presenciou a cena foi sua colega e ex-orientanda Guita Grin Debert, que não deixou de notar no semblante da amiga o mesmo entusiasmo intelectual que lhe era característico. "Ruth dizia que o mais interessante era rever, através de histórias de famílias, processos políticos que abalaram países e continentes." Segundo Guita, esse era "um comentário típico do fazer antropológico que ela ensinava a praticar: através de um estudo detalhado e aprofundado de situações muito particulares, seria possível sofisticar a apreensão de questões de ordem mais geral".

Olhar para histórias de vida, entrevistar moradores de favelas, entrar em bairros da periferia, analisar discursos políticos, discutir com o feminismo, explorar o tema da juventude ou entender a dinâmica dos movimentos sociais fazia parte da atividade dessa antropóloga heterodoxa, atraída pelos assuntos mais diversos; até mesmo aqueles pouco valorizados pela academia. "Numa época em que só se discutia ?a grande política?, Ruth tinha a capacidade - confirmou Daniele Ardaillon - de se engajar em assuntos mais inovadores, sempre de maneira serena, mas também rigorosa."

É essa Ruth, orientadora de várias gerações de intelectuais; alegre e cordial; capaz de oferecer um livro de receitas "fáceis e gostosas" para duas de suas discípulas - Maria Filomena Gregori (a Bibia) e Esther Hamburger -, ou de dar conselhos à sua orientanda Lygia Sigaud sobre onde esconder o dinheiro durante uma viagem, que vem deixando muitas saudades, depois da triste surpresa de sua morte no último dia 24 de junho. Mais viva do que nunca, Ruth, a antropóloga, aparece delineada neste artigo a partir da fala de seus ex-alunos; amigos fiéis que recuperam a trajetória dessa grande intelectual.

Ruth Corrêa Leite Cardoso formou-se pela USP em 1952 e lá conheceu Fernando Henrique Cardoso, com quem se casou em 1953. Seis anos depois faria seu mestrado e em 1972 concluiria o doutorado com a tese Estrutura Familiar e Mobilidade Social: Estudo dos Japoneses no Estado de São Paulo. O trabalho que se converteria em livro guarda grande atualidade, como lembra sua orientanda Célia Sakurai: "Nestes tempos de comemoração de centenário da imigração japonesa, vale a pena prestar atenção nas conclusões de Ruth." No trabalho, a jovem intelectual contemplava o problema de gerações que se apresentava para essa comunidade: com o esforço dos primeiros imigrantes em educar filhos e netos, produzia-se um gap cultural, mas também uma "brasilidade consciente".

Mas sua vida na universidade seria interrompida pelo golpe militar de 1964, que fez com que o casal procurasse exílio, primeiro no Chile e depois na França. Ruth abandonaria o tema de sua pesquisa, apesar de não perder de vista a questão de fundo que o orientava e que exigia um diálogo estreito entre a antropologia e a ciência política. Assim, se o exílio levou Ruth do Brasil, não lhe abateu a curiosidade - fora do País, atuou numa série de instituições estrangeiras: Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso Unesco), Universidade do Chile (Santiago do Chile), Maison des Sciences de L?Homme (Paris), Universidade da Califórnia em Berkeley e Universidade de Columbia (em Nova York). De volta, manteve seu posto como professora no Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo e passou a dar vazão a uma de suas maiores vocações: a de formar pesquisadores e criar projetos de grandes proporções. Maria Filomena Gregori disse ter aprendido "o ofício de pesquisadora e de antropóloga com a Ruth". "Ela me ensinou a pensar", resume Simone Coelho. A antropóloga investiria pesadamente na pesquisa de campo e acolheria temas que fugiam da agenda política daquele momento, mais voltada para a questão da redemocratização. Ruth traria novas dimensões para a análise dos processos políticos, ao propor o estudo de minorias discriminadas, que até então eram identificadas como questões menores.

Foi em 1981que, apoiada pelos professores Eunice Durham e José Augusto Guillon Albuquerque, Ruth criou o projeto O Contexto Cultural da Ação Política, que durou de 1981 a 1983. Ela já havia atuado em outra investigação pioneira sobre favelas paulistanas, mas dessa vez reuniria um grupo de jovens alunos; pesquisadores em sua boa parte recém-saídos das cadeiras da graduação, hoje professores e profissionais renomados: Flavio Pierruci, Teresa Caldeira, Helena Sampaio, Celia Sakurai e Antonio Teixeira Mendes, entre outros. Todos eles foram a campo e passaram a literalmente morar nos bairros pobres da cidade, de modo a fazer um acompanhamento cotidiano das práticas de seus habitantes. "Era a época da passagem do bipartidarismo para o pluripartidarismo - lembra Pierrucci - e Ruth andava interessada em entender o ponto de vista dos moradores das periferias." Os investigadores saíram de suas casas para residir em Cidade Júlia, Jaguaré, Jardim Miriam, Jardim das Camélias ou em Osasco, e acompanhavam o trabalho das associações de bairro, procurando entender a constituição de lideranças e a maneira como elas barganhavam com as administrações públicas locais. Já fazia parte dessa agenda de pesquisas analisar as relações entre movimentos sociais e o Estado, as novas maneiras de empreender o jogo político e os mecanismos de constituição de novos atores sociais. A pesquisa geraria uma nova linha no Cebrap - que ganhou o nome de Cultura e Política -, assim como levaria à criação de um seminário de mesmo nome, e que organizado pelos mesmos professores, congregava na USP alunos interessados nessa nova problemática, mas também na bibliografia atualizada que por lá se discutia. Os diferentes orientandos são unânimes em dizer que foi com a mestra que leram Lévi-Strauss, Althousser e Foucault pela primeira vez. "Ruth sempre foi irreverente", comenta Esther; comportamento que pode ser traduzido como independência.

Na universidade, essa irreverência se traduzia na crítica acirrada a duas concepções que dominavam o debate intelectual do momento. Por um lado, o conceito de alienação e de falsa consciência, que fazia com que se entendesse as manifestações populares - o carnaval, o futebol ou a religiosidade - como elementos que apenas serviam para a manipulação dos trabalhadores. De outro lado, o modelo da "resistência", que invertia a chave explicativa dessas mesmas manifestações populares, que passavam a ser interpretadas como formas de se contrapor ao sistema de dominação, ao autoritarismo e ao individualismo que marcavam a vida social brasileira. Os estudos minuciosos empreendidos por Ruth e sua equipe de alunos mostravam, porém, como conceitos muito abrangentes ajudavam pouco a entender as práticas populares. O mais importante era explorar a heterogeneidade das experiências e os espaços que elas abriam para novas práticas políticas.

Surge daí o interesse de Ruth pelas organizações populares e pelas novas formas que assumem tanto os movimentos sociais urbanos, como os chamados movimentos libertários. "Ela percebia e estudava novas formas de fazer política que surgiam nos bairros e nos movimentos sociais", destaca Esther Hamburger. Para além dos partidos e do Estado, Ruth localizava formas de atuação que hoje são chamadas de terceiro setor e que na época, como mostrava a tese da aluna Simone Coelho, revelavam novos dilemas e necessidades institucionais. Numa época em que o feminismo aparecia tímido no Brasil, Ruth agarrou mais essa causa, sem nunca ter sido uma radical. O feminismo, para ela, não significava exclusivamente uma luta para libertar mulheres vítimas da opressão, mas um dos movimentos mais importantes na promoção de um mundo melhor, para homens e mulheres. Ela orientou trabalhos no tema, como os de Maria Filomena Gregori (sobre o SOS Mulher), e de Danielle Ardallion e de Guita Debert, acerca do modo como crimes de homicídio, estupro e espancamento eram julgados. Foi também com essa sua ousadia que apoiou pesquisas de assuntos os mais variados: juventude, mulheres de classe média, sexualidade, violência, infância, drogas, mídia, e também, projetos sobre história da antropologia (como o estudo de Mariza Correa) ou investigações que abririam a nova área de antropologia urbana (explorada, entre outros, por José Guilherme Magnani). Organizou em 1986 a coletânea A Aventura Antropológica, que é hoje uma referência importante nos cursos e obras mais contemporâneas. No seu artigo, anunciava um diálogo com a pós-modernidade, colocando em questão os modos convencionais de pensar a observação participante, tida como a pedra de toque do fazer antropológico.

Essa independência que abala convenções e chaves explicativas criou, certamente, objeções, e Ruth - a antropóloga e formadora de antropólogos - acabou encontrando, por mais paradoxal que possa parecer, um abrigo mais confortável no Departamento de Ciência Política da USP. Mas, o distanciamento com a Antropologia foi mais circunstancial e político do que intelectual e efetivo. Afinal, Ruth sempre agiu como antropóloga na sua busca de compreender a perspectiva do outro. O tema da exclusão, por exemplo, fez parte constante das inquietações dessa intelectual que nunca se preocupou em publicar muito. Ao contrário, mais incentivou e arregaçou as mangas quando o negócio era pesquisar. Conta Danielle que Ruth não tinha currículo organizado até 2000 e ficou feliz quando "recebeu" um. Célia Sakurai ri quando se dá conta de que "boa parte das pesquisas nunca foi publicada em livros, só em artigos esparsos".

Pode-se entender, pois, o Conselho da Comunidade solidária - órgão da presidência da República, mas não governamental - que Ruth presidiu e formou em 1995, como uma continuidade quase óbvia de seu trabalho, que tinha como preocupação, justamente, o fortalecimento da sociedade civil. É também por conta disso que Ruth nunca se portou como primeira-dama mesmo tendo sido, como diz Esther "a primeira Dama" que todos nós sempre desejamos. Comunidade solidária não foi um programa "inventado" para ocupar os anos em Brasília ou para dar conta do vazio deixado pela recém-extinta LBA (órgão tradicionalmente presidido pelas primeiras-damas). Ele faz parte dessa arquitetura lenta e calmamente criada por Ruth - uma "trajetória intelectual", conforme escreve sua colaboradora Helena Sampaio. Nada foi, portanto, artificial; apenas coroou um longo processo feito de muito trabalho, pesquisa e solidariedade. Por sinal, solidariedade é termo que combina com Ruth; constantemente destacado por todos que falam a seu respeito. "Pobreza custa caro", costumava dizer a antropóloga, uma vez que acreditava ser preciso ir além das práticas assistencialistas, que apenas alimentavam, em sua opinião, a dependência face ao Estado. Filha de um tempo que fez intelectuais sofisticados, mas também militantes engajados, Ruth jamais se furtou a compatibilizar conhecimento acadêmico com a realidade que a cercava. Por isso sofreu nos primeiros anos em Brasília, quando muitos dos colegas da academia injustamente julgaram que tivesse "mudado de lado". Também sentiu quando seu projeto - Comunidade Solidária - foi a princípio tachado como "coisa de socióloga", ou no momento em que sua independência intelectual acabou por lhe gerar alguns inimigos, até dentro do governo. Hoje tudo parece distante. Seu programa se tornou exemplar; todos elogiam a atitude de recusar o título de primeira-dama, ou relembram seu papel como antropóloga; assim como não há quem deixe de mencionar sua elegância na passagem pelo poder. Mas na vida dessa intelectual sempre discreta, apaixonada pela educação e pelo direito à igualdade, nem tudo veio como presente embalado. Ao contrário, custou-lhe muito resistir aos papéis que lhe eram previamente reservados. Por isso, assumiu tantos: foi orientadora, inspiradora, professora, interlocutora, antropóloga e uma grande cidadã. Foi uma "inovadora pedagógica", nas palavras de Eunice Durham. "Sabia ouvir e respeitava", resume Gilberto Velho, um de seus primeiros pupilos.

Ela foi a mestra de várias gerações de cientistas sociais; no mínimo três. Eu a reencontrei apenas recentemente: no comitê científico de Harvard no Brasil. Ruth discutia e argumentava a todo tempo, mas com tal calma e naturalidade que parecia convencer a todos, pela mera presença e simplicidade. Na última vez que a vi, ela "estava em ação": participava de uma banca de doutorado na USP. Chegou pontualíssima; negou-se a falar em primeiro lugar (alegando ser "membro da casa"), fez uma bela argüição (sempre afirmando que não tinha nada de novo a dizer) e agradeceu o convite como se fosse a primeira vez que estivesse ocupando esse local e posição. Por um lado, é certo que há alguns anos a mestra não era chamada para esse tipo de atividade, que desempenhava tão bem. Por outro, é possível dizer que estávamos diante de mais uma mostra da vivacidade com que Ruth entrava em qualquer atividade que a desafiasse. A professora terminou sua fala sinceramente comovida e completou: "Estou de volta."

A morte a levou com um inexplicável enfarte fulminante, e não há quem não tenha se sentido atingido por ele. Cada personagem deste artigo conta, de maneira semelhante, mas também distinta, a mesma história, que poderia ser narrada por ainda outros alunos e amigos. É impossível resumir uma vida bem vivida como a de Ruth Cardoso. Melhor terminar com o relato de Riobaldo, em Grande Sertão: Veredas, lamentando a morte da mãe. "Ela morreu num dia chovedor, aí foi grande a minha tristeza. Mas uma tristeza que todos sabiam, uma tristeza do meu direito. De desde, até hoje em dia, a lembrança de minha mãe às vezes me exporta. Ela morreu, como a minha vida mudou para uma segunda parte. Amanheci mais e menos."

Depois da morte de Ruth, o Brasil acordou em luto; diferente. Algo fazia muita falta e o dia "amanheceu menos".

Lilia Moritz Schwarcz é professora titular do Departamento de Antropologia da USP. Este artigo foi escrito com o apoio de muitos e preciosos depoimentos de orientandos, amigos e colegas de Ruth Cardoso

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Lodging

MARINGÁ TURISMO
Maringá Turismo is a local Brazilian travel agency under contract with the DRCLAS Brazil Office. Please see below their Directory of Hotels in Brazil, where they have special negotiated rates that are available to Harvard affiliates. For bookings, please contact Cintia Aloise
Site: www.maringaturismo.com.br/hoteis2008/  

Hostels/B&Bs

AJ PRAÇA DA ÁRVORE HOSTEL
Endereço: Rua Pageú, 266
Fone: +55 (11) 3589-5319
Site: www.spalbergue.com.br
E-Mail: info@spalbergue.com.br

SÃO PAULO HOSTEL
Endereço: Rua Barão de Campinas, 94 - Centro
Fone: +55 (11) 3333-0844
Site: www.hostel.com.br
E-Mail: info@hostel.com.br

POUSADA D. ZILAH
Endereço: Alameda Franca, 1621/1633 - Jardim Paulista
Fone: +55 (11) 3062-1444
Site: www.zilah.com  (Internet Explorer only for full site)
E-Mail: info@zilah.com

 

 

 

 

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Quietly, Brazil Eclipses an Ally

Date: Monday, July 7 2008

CARACAS, Venezuela — President Hugo Chávez of Venezuela and President
Luiz Inácio Lula da Silva of Brazil clasped hands here at a summit
meeting late last month, as employees of Venezuela’s state oil company
raised their fists and shouted Cuban-inspired socialist slogans before
the cameras.

It was an image of solidarity that might once have alarmed Washington,
which has seen the United States’ standing steadily eroded by a shift
toward left-leaning, populist leaders across the region in the last decade.
But the carefully orchestrated event disguised a more recent turn in
Latin America that presents new opportunities for the United States: Mr.
da Silva has steadily peeled himself away from Venezuela’s leader and
quietly supplanted him as he nurtures Brazil into a regional powerhouse.
Today the two leaders, often partners but sometimes rivals, offer starkly different paths toward development, and it is Brazil’s milder
and more pragmatic approach that appears ascendant. Amid the decline of
American influence in the region, the Brazilian president is discreetly
outflanking Mr. Chávez at almost every turn in the struggle for
leadership in South America.

Mr. Chávez has been nationalizing foreign companies and trying to
assemble an anti-American bloc of nations. His regional credentials
suffered last week, though, when his ideological rival, President Álvaro
Uribe of Colombia, organized a dramatic rescue of 15 hostages held in
the jungle by Colombian rebels.

Mr. da Silva has diversified Brazil’s already strong industrial base and
created an ample political coalition with almost a dozen neighbors. Huge
recent oil discoveries in Brazilian waters have allowed him to blunt
Venezuela’s efforts to use its oil largess to win influence. Venezuela’s
economy has shown signs of stumbling, while its dependence on trade with
Brazil has intensified.

The key to Brazil’s success has been a lucky confluence of global
economic trends, like rising demand for commodities like soybeans and
sugar-based ethanol, but also the quiet stewardship of Mr. da Silva, a
former auto plant worker. He has raised Brazil’s profile across the
region in part by adopting a less confrontational approach to Mr. Chávez
than that of the United States.

Instead of publicly squaring off with Mr. Chávez, even when he has
threatened Brazilian interests, Mr. da Silva taps into the kinship of
the left and lavishes praise on him. Mr. da Silva went so far as to
describe Mr. Chávez recently in the German magazine Der Spiegel as
Venezuela’s “best president in a century.”

The pragmatic side of Lula, the union leader who was always a
negotiator, has paid off,” said Kenneth Maxwell, a historian at Harvard
University and a columnist for the Brazilian newspaper Folha de São Paulo.
“While Chávez grabs the headlines, the debate over whether Brazil is
becoming a regional power is moot,” he said. “Brazil has actually made
it to that level, but in a very nonbombastic way.”

While high oil prices have bolstered the theatricality of Mr. Chávez’s
maverick policies, Venezuela’s most pervasive influence remains limited
to a handful of the region’s poorest nations — Bolivia, Cuba, Dominica
and Nicaragua — members of ALBA, a trade alliance championed by Mr.
Chávez. Another Chávez ally, Ecuador, is not a member. Meanwhile, Mr. da
Silva’s unexpected embrace of the market-friendly ideas begun by his
predecessor, Fernando Henrique Cardoso, has emphasized how heterogeneous
political thinking has become in Latin America, even on the left.
Publicly, the Brazilian president has been quick to defend Mr. Chávez,
even as privately he has sought to temper the Venezuelan president’s
sometimes inflammatory remarks.

In an interview in September, Mr. da Silva said that the rhetoric
“worked with the reality of Venezuelan politics” and that Mr. Chávez’s
anti-Americanism was rooted in the Venezuelan leader’s unshakable belief
that the Bush administration was behind a 2002 coup attempt. “He has his
reasons,” Mr. da Silva said.

But while Mr. Chávez turned harder to the left after his brief ouster in
2002, Mr. da Silva shifted to the center once in power, surprising many
skeptics. His lighter touch has greased the way for Brazil in countries
as varied as Cuba, the Socialist bastion to which Venezuela provides a
lifeline of subsidized oil, and Colombia, a top United States military
ally whose relations with Venezuela have been frosty in recent months.
In June, Brazil’s foreign minister, Celso Amorim, declared during a
visit to Havana that Brazil wanted to extend credits for Cuba to import
Brazilian agricultural products in hope of surpassing Venezuela as
Cuba’s top partner.

In Colombia, Brazilian investors recently took control of Avianca,
Colombia’s largest airline. And Colombian authorities drew inspiration
from Petrobras, the state-controlled Brazilian energy giant, in
retooling their own state oil company to expose it more to market forces.
Venezuela itself has grown more economically dependent on Brazil. Last
month Brazilian agribusiness concerns forged deals to export more food
to Venezuela, exploiting the persistent shortages in Venezuela’s economy
caused by mismanagement and price controls.

Brazilian companies have won contracts for projects in Venezuela like
expanding the Caracas metro system and building a bridge over the
Orinoco River. Recently Brazil surpassed Colombia to become Venezuela’s
largest trading partner after the United States.

In some countries where Venezuela and Brazil have emerged as rivals,
like Bolivia, Mr. Chávez still has the upper hand. Bolivia, Brazil’s
chief natural gas supplier, shocked Brazil in 2006 by nationalizing the
energy industry, with Venezuela’s help. Last December, Mr. da Silva
tried to enhance Brazil’s stature in Bolivia, South America’s poorest
country, by extending a $600 million credit line for infrastructure
projects there.

Meanwhile, Brazil’s trade surplus with the 11 other countries forming
the Latin American Integration Association climbed to $16 billion in
2007 from $1.7 billion in 2002, with these nations buying about a
quarter of everything Brazil sold abroad.

Venezuela’s attempts to assemble an alliance of countries remains
limited to its ALBA trade bloc. But Brazil hosted leaders of 12 South
American nations in May to create Unasur, a continental bloc modeled on
the European Union that unites the region’s two main trading groups,
Mercosur and the Andean Community.

Brazil has often publicly lauded Mr. Chávez’s efforts to unify South
America, while subtly strengthening institutions that serve as a check
on ambitious Venezuelan-backed ventures, like a gas pipeline across the
continent or the Bank of the South, a development bank conceived to
compete with the World Bank.

The Bank of the South remains little more than a grandiose idea. Last
December, just nine days after Mr. Chávez announced the formation of the
bank, which Brazil is expected to join, Mr. da Silva attended a low-key
event in Uruguay to inaugurate a new branch of Brazil’s development
bank, B.N.D.E.S.

The Bank of the South would be hard-pressed to catch up to B.N.D.E.S.,
which financed $4.2 billion worth of investments worldwide last year,
including loans for the expansion of the Caracas metro.

Brazil’s energy discoveries have also challenged Venezuela’s power. Mr.
Chávez seemed particularly shaken last November by new estimates of the
magnitude of an oil field off Brazil’s southeastern coast, known as the
Tupi field, gently chiding Mr. da Silva for becoming an “oil baron.”
Today Brazil sits on the threshold of joining the global oil powers, and
the Tupi find led Mr. da Silva to announce plans to join the
Organization of the Petroleum Exporting Countries in a few years.
Venezuela has long been Latin America’s main representative there.
Petrobras is setting production records, drilling for oil in Africa and
the United States, as well as Brazil. Venezuela’s national oil company,
on the other hand, has been stymied by stagnant production since Mr.
Chávez gutted the company of executives he considered to be disloyal
several years ago.

While some announcements point to greater cooperation between the two
countries, like an agreement last month to consider shipping liquid
natural gas from Venezuela to Brazil, they also underscore Brazil’s
ability to thwart politicized projects, like Mr. Chávez’s plan for a
5,000-mile pipeline.

“Nobody knows if gas cargoes from Venezuela will ever reach Brazil when
the Brazilians can get gas from more reliable sources like Trinidad,”
said Pietro Pitts, an oil analyst here who publishes the magazine
LatinPetroleum. “Brazil tactfully put another nail into the coffin of
Chávez’s pipeline plan.”

In the security realm, Mr. Chávez was upstaged on Wednesday when the
Colombian military executed an elaborate rescue of 15 hostages, among
them three American military contractors and Ingrid Betancourt, a former
Colombian presidential candidate who was considered a key bargaining
chip for the rebel group known as FARC.

The Venezuelan leader has successfully negotiated with the FARC for the
release of six hostages since January. But his own ties with the group
have come under such scrutiny that he has found himself calling for the
FARC to give up its armed struggle.

Mr. da Silva seemed to steal the spotlight from Mr. Chávez in March when
Brazil proposed a South American defense council that would serve as a
southern version of NATO. Mr. Chávez hailed the effort, though his own
efforts in 1999 to create such an alliance fell on deaf ears.

Secretary of State Condoleezza Rice expressed support for the idea
during a recent swing through Brazil, saying she trusted the Brazilian
leadership to carry out the project. Brazil also leads the main United
Nations peacekeeping mission in the region, in Haiti, where it has 1,200
soldiers.

Despite all of Brazil’s accomplishments in surging ahead of Venezuela in
Latin America, Mr. da Silva has eschewed being labeled a leader in the
region. “We are not trying to find a leader in Latin America,” he said
in the September interview. “We don’t need a leader. I am not worried
about being the leader of anything. What I want is to govern my country
well.”

Simon Romero reported from Caracas, and Alexei Barrionuevo from Rio de
Janeiro, Brazil.

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